Ouça agora na Rádio

N Notícia

Servidores do Judiciário gaúcho decidem manter greve por tempo indeterminado

FOTO: Rádio Guaíba

Servidores do Judiciário gaúcho decidem manter greve por tempo indeterminado

Mais uma assembleia ocorre na semana que vem

Em assembleia na Praça da Matriz, no Centro de Porto Alegre, trabalhadores do Judiciário gaúcho decidiram, nesta terça-feira, manter a greve por tempo indeterminado. A paralisação completou duas semanas com um panelaço, pela manhã, em frente ao Tribunal de Justiça.

A assembleia geral contou, segundo o Sindicato dos Servidores da Justiça do Rio Grande do Sul (Sindjus RS), com centenas de trabalhadores. Cerca de 1,5 mil pessoas se manifestaram na Praça da Matriz, incluindo servidores do Ministério Público Estadual. Os manifestantes se reuniram em frente ao prédio do MP, na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, e seguiram em caminhada até a Assembleia Legislativa.

O Sindjus RS espera que a mobilização pressione a administração do Tribunal de Justiça a apresentar alguma resposta sobre a pauta de reivindicações da categoria. A entidade relata que mais de 80% das comarcas aderiram à paralisação, embora o TJ assegure que não há registro de anormalidade na prestação de serviços à população. Mais uma assembleia ocorre, na terça que vem, às 13h30min, também na Praça da Matriz.

Na pauta dos Sindjus, a construção de um plano de carreira para os servidores do 1º grau,  e a não extinção de cargos de oficiais escreventes, o que pode ocorrer caso o PL 93/2017 seja aprovado na Assembleia Legislativa. Além disso, os servidores pedem reajuste dos salários, congelados há cinco anos, do auxílio-alimentação e do valor ressarcido aos oficiais de justiça por despesas de condução.

Os servidores do Judiciário e do Ministério Público também temem o deferimento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI’s), movidas pelos governos anteriores, que questionaram reposições salariais de 8,13% (gestão de Sartori) e 8,69% (gestão de Rigotto). Se julgadas procedentes, elas poderão ocasionar perda de até 21% na remuneração dos trabalhadores.

 

FONTE: Rádio Guaíba
Link Notícia