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Pai constrói barraca de madeira e lona para filho acompanhar aulas virtuais

Postado em 24/08/2020 por

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*Fonte imagem : Pai constrói barraca de madeira e lona para filho acompanhar aulas virtuais*


Além de ter a pandemia como um obstáculo para para acompanhar as aulas, Alan Somavilla, de 11 anos, precisou enfrentar outro problema, em Estrela Velha, na Região Central do RS. A ausência de internet obrigou que seu pai, Odilésio, construísse uma barra com madeira e lona em meio a uma lavoura para que ele conseguisse sinal e assistisse às aulas virtuais.

A família mora em uma área rural da cidade de pouco mais de 3,6 mil habitantes. Segundo o IBGE, em 2018, havia apenas 378 matrículas de ensino fundamental. Alan é um desses estudantes. Ele está no 6º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Itaúba. Até pouco tempo atrás, a família sequer tinha um telefone celular.

“Nós compramos um telefone pra ter acesso à internet, mas como o sinal lá em casa não pegava bem, eu tive a ideia de fazer a barraca aqui perto da lavoura, onde o sinal é melhor. Construí com pedaços de madeira e coloquei uma lona por fora para quando, se é frio ou chuva, o Alan possa vir estudar. A gente, como pai, ajuda como pode”, diz Odilésio Somavilla.

A história de Alan é uma entre tantas outras de limitações no acesso ao ensino remoto no estado. Sem aulas presenciais desde março, o governo ensaiou um retorno gradual a partir de 31 de agosto, mas a proposta foi rechaçada pelas associações municipais e entidades que representam os professores.

De acordo com a diretora da escola Itaúba, Giovana Dalcin, o colégio fornece material impresso aos estudantes. Porém, para acompanharem as explicações dos professores, eles precisam acessar às aulas na plataforma Google Classroom, e outras crianças, além de Alan, relataram problemas semelhantes.

“É um lugar com muitos morros, onde o sinal da internet é ruim, e, em muitos desses lugares, inexistente. Tem alunos que precisam pedir sinal emprestado a vizinhos, subir em morros, subir em árvores”, relata.

Como o sinal não funcionou onde moram, o menino saiu pelo terreno até encontrar um lugar onde tivesse sinal. Neste local, próximo ao rio Jacuí, onde o frio do inverno sopra mais gelado, foi que Odilésio ergueu uma sala de aula improvisada para que o filho ficasse protegido enquanto acompanha as videoconferências.

Fonte: G1

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